Faz tempo que não atualizamos nosso ning, mas o retorno traz o aroma de coisas novas, é bom quando o museu se calça e vai bater as pernas nas ruas. MISC aqui, MISC lá, enquanto as atividades cotidianas não cessaram no museu, parte da equipe estava em Sampa, conferindo os tremores culturais provocados pela Virada, e aproveitando para visitar alguns museus.
Claro, antes de tudo o MIS. Alguém sabe onde fica o MIS? Olhares dispersos, uma voz se levanta e diz “sei que é numa área nobre”. Um primeiro símbolo bastante interessante para uma análise entre museus e sociedade. Glamour é coisa de pobre.. de espírito.
Ninguém mais se manifestou, telefone e... alô! Tentamos agendar a visita, mas o MIS, como seu site, estão fechados para reforma. A curiosidade era muita, mas o tempo escasso, mudamos o plano, e o novo roteiro traçava MASP, Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa, ônibus, metrô, estamos lá, tudo fechado, o guardinha acena “não abre segunda”, a mesma resposta em todos. Putz.
Na terça, cronometro regressivo, 10h na rua, 18h embarque. Cortamos o MASP, direto pro Museu da Língua Portuguesa. Estação da Luz. Como impressiona a arquitetura dos prédios históricos de São Paulo. A Estação da Luz não era diferente, poderia passar horas só olhando pra ela. O tempo era curto. Não sou mais estudante, 4 reais na bilheteria, mochila no guarda volume, câmera de vídeo numa mão, fotográfica na outra. TV MISC, TV MISC, TV MISC, pensava só nisso quanto entrei, preciso gravar tudo.
Primeiro piso, uma exposição do Gilberto Freire, pernambucano de Casa Grande e Senzala. Muitas telas, quadros, manuscritos, originais à pena. A exposição anterior foi de Clarice Lispector, e a próxima é de nada mais nada menos que Machado de Assis. Para esta eles prevêem público recorde.

O segundo piso é dedicado à exposição permanente do museu, e lá podemos encontrar uma tela de 106 metros de comprimento, rodando sem parar vídeos retratando nossa multifacetada língua, no corredor oposto fones de ouvido, no andar de cima ainda cabines com monitores interativos e áudio, muito áudio, língua portuguesa e suas variantes, línguas indígenas, e línguas imigrantes. A criançada se diverte.
De lá ainda passamos pela Pinacoteca, local bem diferente, de semblante estéril, olhares nobres e arrogantes, sem a bagunça da criançada, só uns velhos e umas madames. Algumas poderiam passar por peças. RS. Não pode filmar, e qualquer passo que vc dá tem um segurança respirando no seu cangote. A Pinacoteca parece um palácio de algum aristocrata, obcecado por obras de arte (quase pleonasmo) clássica (óbvio!), requintada, pouca ousadia, pouca contravenção, muito glamour, aquela coisa de artista igual ser iluminado. Mas um trabalho de extremo profissionalismo é feito por lá.
No mais muita coisa interessante foi extraída como referência para o MISC e será vista em prática logo-logo pelos corredores verdes do museu. Acesse os links para saber mais sobre o
Museu da Língua Portuguesa, e a
Pinacoteca, e em breve assista ao especial da TV MISC no Museu da Língua Portuguesa acessando youtube.com/tvmisc